ADVOGADO DO DIABODESTINOS

10 dicas de Escrita Criativa

PARA ESCREVERMAIS, MELHOR, OU PELO MENOS DIFERENTE:

 

 

  • ! – cuidado com o ponto de exclamação: quando usado em excesso esvazia o seu próprio sentido e adiciona um carácter demasiado juvenil ao texto. 

 

  • … – com as reticências, embora em menor grau, o perigo é o mesmo. Não usar em excesso: caso contrário, o texto arrisca-se a parecer incompleto, como se não soubéssemos de facto para onde ir.

 

  • – o travessão. Eis uma figura que funciona como um óptimo sucedâneo da vírgula. Permite descansá-la e acrescenta ritmo ao texto, torna-o mais fluido.

 

  • ADJECTIVOS – tornam a escrita preguiçosa. Não estamos a dizer nada de especial ao leitor excepto considerações sobre estados de ânimo. É muito mais desafiante explicar por que algo é bonito, interessante ou repulsivo, etc, do que pura e simplesmente catalogá-lo assim.

 

  • QUE – uma palavrinha tão útil, tão prática como ‘muleta’ da língua, que chega a tornar-se perniciosa e insinuante. Se, de quando em vez, fizermos um esforço por evitá-la, contorná-la, veremos como somos imediatamente ‘obrigados’ a encontrar uma alternativa original. Logo, impelidos a ser criativos – exista (ou não) inspiração.

 

  • Ângulo – antes de começar a escrita, definir uma base / ponto de partida / perspectiva original.

 

  • Imagens – Procurá-las de modo a evitar a descrição literal, potencialmente aborrecida. Seduzir o leitor através de analogias visuais. A menos que sejas  o Eça de Queiroz e te encontres a escrever as primeiras 100 páginas de “Os Maias”.

 

  • Metáfora – dizer o mesmo sob outra forma, expoente máximo da alínea anterior.

 

  • Clichés, frases feitas, lugares comuns – basicamente são expressões repetidas que se tornam gastas, mesmo banais, e podem retirar originalidade ao nosso texto. É preciso: 1º, reconhecê-los; 2º, evitá-los – ou, em alternativa, subvertê-los, brincar com eles. Exemplo: Devagar se vai ao longe – transformado em – A divagar se vai ao longe.

 

  • Título – dedicar sempre algum tempo a pensar num título sugestivo. Pensar nele como ‘cartão de visita’ do texto – algo que pode fazer a diferença na mente do potencial leitor e levá-lo a tomar a decisão de ler.

 

Luís

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Luis Borges

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