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flops para animar quem só agora começou no gym

falhanços do foro desportivo – uma biografia

 

Imagino o drama do leitor noviço em ginásios. Chegar e ver toda aquela gente sincronizada, resoluta, imparável. Parece que acabámos de nos fazer membros de um clube determinado em expulsar-nos. Já. Não é fácil. Como diria Confúcio, ‘nenhuma longa caminhada se faz sem o primeiro passo’. Pois, certo. Mas não consta que o Confúcio fosse ao ginásio.

A verdade é que, já cantarolava Madonna, ‘with a little bit of beauty comes a little bit of pain’. Hoje em dia, se não queremos perder o comboio, temos de estar em forma. O quê? O leitor anseia desesperadamente por outro chavão anglo-saxónico?! Pois concerteza, por quem é? Aqui vai: ‘No pain, no gain’. É preciso malhar, estar em forma, seguir o exemplo da maralha disciplinada como um exército espartano e fazer das fraquezas força.

Por isso resolvo dedicar esta crónica a inspirar o meu querido colega leitor iniciado no gym. Está no início? Sente-se mal? Acha que não vai conseguir? Não se preocupe! Há sempre alguém pior do que você. Nomeadamente eu. Acrescento desde já que me inscrevi diversas vezes em ginásios apenas para sucumbir à tentação do ócio pouco tempo após. Sim, de vários health clubs não fui sócio, fui filantropo.

Como me proponho então estimular o companheiro a não desistir? Falando brevemente dos meus múltiplos fracassos no campo do desporto. Se não for por mais nada, ao menos perde umas calorias a rir.

No liceu, era tão talhado para o judo, que o meu professor de educação física escolheu-me para o cargo ideal: cobaia. Fui mais vezes ao tapete que uma empregada doméstica moldava.

No fim do liceu, tentei ski aquático. Tal como um bilionário de 90 anos, nunca consegui pôr-me de pé.

Passei pelo bowling (que não considero propriamente um desporto, bem como qualquer actividade – vulgo baseball – na qual tipos com barrigas mais proeminentes que a minha consigam ser brilhantes). Resultado? Perdia para as senhoras. De idade.

Sou bom no mini-golfe, mas acabei de corar só por ter escrito isto e opto por não desenvolver.

No Kart, estreei-me com um honroso 6º lugar numa prova com 22 participantes. Confiante, tentei mais 3 vezes: 8ª em 12, 13º em 15 e desistente na derradeira tentativa, com direito a 5 saídas de pista em 5 voltas na mesmíssima curva e ainda um bónus: vómito. No interior do capacete.

Rafting? Não correu mal, tirando a paragem de digestão.

Paintball? Fui morto. Pela minha equipa.

Última aventura? Wakeboard no Rio Zêzere, a meio de Janeiro, no pico do Inverno. Ir para a água nestes preparos é de homem? É. Gritar como uma menina cada vez que o barco arranca? Hãa, não. E agora leitor, sente-se melhor?

Luís

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Luis Borges

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