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o elixir da velhice

da ternura de ter 40

 

Na adolescência desejamos ser como aquele que é popular na rua ou no liceu, ou célebre pelas peles falsas vestidas no cinema, ou o músico idolatrado por multidões em recintos um pouco por todo o mundo. No fundo desejamos ser como o indivíduo que consideramos o ‘máximo’, tal qual.

Mais tarde, sem dar por isso, não sabemos bem quem somos. Vamos para as faculdades sem a informação minimamente desejável sobre os cursos cujo canudo corremos o risco de obter, cortamos relações com os pais por dá cá aquela palha, vagueamos nos amores e nos humores, dizemos ‘sim’ a tudo, achamos – lânguidos – que o futuro nunca mais vem.

Passado um tempo sub-reptício, aprendemos a dizer que não. Pela primeira vez planeamos algo a mais de 3 meses, não entramos a matar em todo o lado, deixamos um cinismo ainda saudável dominar a réstia de ingenuidade e amamos, efectivamente, alguém. Neste ponto da vida, sabemos enfim quem – ou pelo menos o que – não somos. É um princípio.

Talvez esteja para vir, mesmo aí à porta ou mais longínqua, numa velhice sadia, a altura em que nos descobrimos finalmente. ‘Conhece-te a ti mesmo’ – virá porventura tarde demais? Depois da reforma, por ironia?

Somos, como seres humanos, sem dúvida alguma um projecto adiado. Mas estou cada vez mais convencido que é perto do fim que vem a sabedoria e a verdadeira utilidade. Soubesse a sociedade moderna reconhecer a importância vital dessa conquista. Pelo sim pelo não, não planeio reformar-me.

Luís

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Luis Borges

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1 Comment

  1. Carla Graça
    1 Setembro, 2017 at 21:32 — Responder

    É verdade…. Aprende-se a dizer que não sem constrangimentos, a apreciar pormenores que nos escapam completamente quando somos mais jovens. Sim porque a juventude pode ser eterna, passa por gostar daquilo que se tem e que se conquista dia a dia. Porque não a tatuagem, quero lá saber se não gostam! A liberdade tem um sabor diferente, é como o copo daquele vinho que apreciamos que se segura de forma diferente nesta juventude assumida.
    Aprender a ultrapassar as marcas do tempo com classe e sabedoria!
    Sim, o meu sentir, a minha vontade de viver não tem idade e talvez por isso ela não se faz notar!
    Gostei, vou voltar!
    Carla (cavalo marinho com asas)…..49 anos!

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