ADVOGADO DO DIABODESTINOS

o 5 p/a Meia-Noite e eu, Hoje

Estamos numa relação e não é nada complicado 🙂

 

Nos últimos 6 directos do “5 para a Meia-Noite” foram obtidos os 4 melhores resultados desde que o programa é semanal. Isto portanto entre os programas 25 e 31, sendo que os últimos dois obtiveram as melhores audiências do ‘5’ desde… 2014. Sinal demonstrativo daquilo que o trabalho de equipa, a dedicação e a crença são sempre capazes de alcançar.

Olá, o meu nome é Luís e sou coordenador-criativo do 5pMN.

ENQUANTO ESTIVE FORA, POR QUE VOLTEI E COMO

Apresentei o programa durante um pouco mais de 6 anos, num total de 10 temporadas, em 3 dias diferentes da semana. Foram centenas de directos, bem mais de 1000 convidados. Saí entristecido com o que então se começava a vislumbrar nos bastidores, com decisões tomadas em corredores onde nunca circulei, e durante um ano – com excepção das 5as feiras da 11ª temporada, a última do meu grande amigo Pedro Fernandes, e daquele programa único conduzido por outro brother from another mother, António Raminhos – pura e simplesmente não vi.

Mas ouvi. Os comentários sobre o cenário deprimente, o erro de casting Marta Crawford, os programas gravados, as audiências a declinar.

Os dias pareciam definitivamente contados.

Então, no fim de Agosto de 2016, um convite surpreendente. Liga-me o Gonçalo Madaíl, alguém que já estava na RTP aquando da criação do ‘5’ e que sabia ser director da RTP-Memória. Luís, aparece aí, gostava de te falar dum projecto.

Pensei: bolas, devo estar mesmo a ficar velho… Mas a Memória está bem e recomenda-se. Quem sabe não é um convite giro?

O que não fazia ideia é que o Madaíl, entretanto, se tornara também subdirector da RTP1 (e com o pelouro do 5). A proposta, afinal, não era rigorosamente nada do que tinha imaginado.

Eis as regras: o 5pMN vai passar a semanal, a Mena será a host, a produção é toda RTP. Gostava que fosses o coordenador. A Mena gostava muito. As críticas que tens são as minhas críticas.

Fazendo um esforço para não deixar a boca aberta, pedi-lhe 3 dias para pensar. Respondi Sim e começámos o trabalho a meio de Setembro.

Prioridade máxima: recuperar o espírito do programa.

Passos: renovação total do cenário (que mérito e que luxo o trabalho do Centro de Inovação); rubricas novas; critério de convidados: nenhum famoso vem por ser a maior celebridade disponível naquele momento mas por ter um projecto novo. E mesclar com convidados “lado B”, pessoas cujas histórias, feitos ou novidades merecem ser divulgadas.

 

GIRL POWER

Que orgulho tem sido trabalhar naquele que é provavelmente o talk-show mais feminino na história da TV 🙂

A energia, criatividade e entusiasmo constante da Mena – força da natureza – como anfitriã,

A coolness da Inês Lopes Gonçalves como co-host,

A verve da Joana Amaral Dias,

O carisma da Blaya,

A excentricidade da Beatriz Gosta,

A Patrícia Castanheira, criadora das personagens do Eduardo Madeira,

A Sara, meu braço direito na escrita dos guiões,

A Kikas, produtora bulldozer,

A Rita Ribeiro, profissional de absoluta excelência sem cujo trabalho, mérito e diplomacia, este vosso que vos escreve já teria sido internado perante a sucessão de obstáculos e barreiras.

A MAIS PEQUENA EQUIPA EM 8 ANOS DE HISTÓRIA

O núcleo duro é talvez o mais pequeno nestes quase 8 anos de história: a Mena, o Luís Ângelo, a Rita, o Francisco Serôdio. Este é o grupo que prepara o grosso de 90 minutos semanais que, coisa cá nossa, nunca-mas-nunca repete um alinhamento. Este é o grupo que fica sempre 45 minutos a fazer balancete de cada directo fumando cigarros num vão de escada da RTP, esta é a equipa que se reúne no dia seguinte para debriefing e planeamento do directo seguinte.

Estas são também as pessoas a quem devo um pedido de desculpas por ter estado tanto tempo sem falar publicamente sobre este cargo, que costumo descrever como ‘passar de jogador a treinador’. A minha intenção era não criar confusão, nem chamar a atenção: o importante não é um antigo apresentador voltar a bordo mas sim a cara lavada do novo ‘5’. Mas pode ter sido interpretado como vergonha ou coisa afim. Felizmente, o suor permite-me viver de actividades várias: podia sustentar-me com os espectáculos, podia sustentar-me com as locuções, podia sustentar-me com as aulas. Portanto se aceitei foi porque achei aliciante e queria provar a mim mesmo se era capaz. Sim ou sopas. Após 31 semanas, concluo que sim – graças a esta equipa. Assim, fique claro: tenho o maior orgulho em trabalhar neste grupo, em estar no ouvido da Mena, nos resultados que alcançamos.

 

E A SEGUIR?

A TV é, por definição, efémera. Vamos até ao final de Julho e nada mais está garantido. Mas o balanço é mais do que suficiente para dormir descansado e com um sorriso:

90 minutos semanais de que nos podemos orgulhar,

Alguns dos vídeos mais vistos da imensa história do programa (sendo o Portugal Second o número I),

O crescimento da página oficial do 5 no FB,

Curvas sempre ascendentes, e regresso a audiências dignas dos tempos áureos,

Momentos épicos com convidados de excelência,

E sobretudo um trabalho que orgulha todos aqueles – tantos – que, antes de nós, construíram a história deste menino chamado “5 para a Meia-Noite”.

 

Siga a luta e a vida começa às 5as 🙂

Luís

Ruben Pacheco Correia, Poça da Dona Beija, Furnas, Açores, LFB
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1 Comment

  1. Paula Vasconcelos
    2 Junho, 2017 at 15:08 — Responder

    O 5 p/a Meia-Noite é tudo de bom! Qdo não posso ver, gravo, mas não posso perder um! São todos talentosos, cada um à sua maneira! Parabéns e obrigada pelo melhor prozac que pode haver! Bjinho bom! 🙂

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