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Bromance

Ou uma – improvável – história de amor

Por que é que os homens fazem as coisas, seja o que for? Para agradar às mulheres. Vem desde o tempo da Salvé Rainha e é um segredo mais mal guardado do que a virgindade de Elsa Raposo. Maneiras que um tipo cria uma certa ilusão de que será inundado de encómios femininos na mesma proporção em que vai lentamente esculpindo o seu templo. Certo? Nope. O que vai acontecer é surreal, imprevisto, e chama-se “Bromance”.

Sucede o inesperado. 9 em cada 10 comentários prazerosos vêm dos congéneres do alegado ‘sexo forte’.

Mekié, man?

Tás sequinho!

E a barriga, foi de férias?

Magro, pá! Boa, puto!

O que é q’andas a fazer?

Estás a treinar onde?

Que proteína tomas?

Já estás nos aminoácidos?

Quantas vezes por semana?

Levanta lá a camisa!

Sim senhor, mano 🙂 Continua!

…Tens dinheiro que me emprestes?

Em bom rigor, e por muito que custe admitir, funciona na mesmo. É motivador. Dá pica. Não o género de pica que um indivíduo esperava fazer nascer no sexo oposto, mas enfim. Dá um empurrãozinho para novo treino. Ou então, e por falar em empurrão, devo estar mesmo a frequentar a zona gay do ginásio. Que se lixe. Cheira melhor.

Portantos e de modos que à maneira de conclusão…

E sucede portanto o nascimento de muito e bom bromance. Aliás, viciados na ancestral embora tosca arte de ‘medir pilinhas’, nada como meter dois gajos a treinar juntos. Acabam sempre a esforçar-se mais e a treinar melhor – ninguém quer dar parte de fraco. O que me recorda o dia em que treinei 90 minutos com o Raminhos à tarde, e à noite fui para uma jogatana de bola. No primeiríssimo sprint senti uma pancada tão localizada e tão seca que me convenci de ter sido atingido por uma chumbada dum vizinho mais adepto de curling. Engano. Foi a minha primeira micro-ruptura. Gémeo esquerdo. A sentir-me um homenzinho tive direito a 3 semanas de fisioterapia e 48 horas de canadianas (o mais perto que já estive dum ménage a trois).

Continuei a treinar à mesma – que o cardio pode ser muito bem substituído por bicicleta ou natação. E isto orgulha-me. O que me lixa é ter sido alvo de mimos femininos durante os dois dias com o par de muletas. Mas então? Agora? Quer dizer… agora? Quando um gajo ‘tá aleijado é qu…? Opá, nunca hei-de entender as mulheres 😉

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Luis Borges

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