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a crise dum homem analógico num tempo virtual

Então, pá, o kékandas a fazer?

 

Se tivesse 5 euros por cada vez que ouço esta pergunta já estaria a voar para o aeroporto Cristiano Ronaldo, a bordo do meu jacto. Isto ou versões como:

Agora tens mais tempo livre, né?

Pois claro, é só piscina e ginásio porque não ‘tás a trabalhar…

Ou a versão piedosa, compungida, de fingido aperto no peito e olhar pesaroso, sobrancelhas acometidas pelo peso do incómodo: “Então, pá, que é feito?”.

Bom, e a culpa é minha. Certo que a TV funciona ainda como um eucalipto, secando tudo à sua volta. Criando-se assim a sensação de que “dar a cara na caixinha mágica” e “trabalhar” são sinónimos. Mas trabalhar, para mim pelo menos, sempre foi muito mais que isso somente.

Contudo, mea culpa. Sim, responsabilidade total aqui do escriba.

É que não sei, nem nunca soube, vender-me. Fazer o branding de mim próprio. Outro dia em conversa com o meu amigo João Tordo, dizia-me: “Quem me dera poder não ter redes sociais”. Pois. My thoughts exactly. É um luxo de facto a que não se podem dar indivíduos cujo trabalho tem repercussões públicas.

A própria Sara me dizia, tens de. Por que não fazes. Quando começas a. E vai ajudar-me muito a mudar essa forma de ser. De forma fundamental, mesmo. Assim, e para responder ao título do texto, eis okékando a fazer.

 

Sou coordenador-criativo do 5pMN desde que se tornou semanal, em inícios de Outubro de 2016. Foi aqui recentemente tema de todo um orgulhoso post.

Sou formador de Escrita Criativa em duas escolas: Palavras Ditas e World Academy.

Continuo a fazer uma média de 40 espectáculos por ano, como comediante e/ou apresentador.

Sou voz de várias marcas: Hyundai, BPI Acreditar, National Geographic, e gravo regularmente locuções para muitas outras.

Integro a direcção, sob a batuta dos magníficos Cláudia Semedo e Tiago Fernandes, do Teatro Amélia Rey Colaço, em Algés (novidades de programação a anunciar brevemente).

Realizei recentemente uma fantasia de adolescente, ao apresentar um concurso! Terminou há semanas na BolaTV.

Gravei um programa-piloto assente numa ideia brutal da Fernanda Freitas e da Teresa Basso, e espero ter novidades boas ainda este ano.

Estou no início da escrita duma série dramática de 10 episódios baseada num caso verídico que marcou a sociedade portuguesa na década de 90.

E não. Não faço drogas. Fumo um charro de vez em quando, mas é preciso que alguém enrole.

Luís

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